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Frustração

O tão sonhado e planejado intercambio está chegando. Você já pesquisou como será no outro país, já planejou e colocou no papel os riscos que pode correr nesse processo, já viu o post sobre a Adaptação Cultural e agora está pronto para iniciar sua aventura perfeitamente. Será?

Uma das coisas que aprendi com o meu intercâmbio foi isso, nunca ter certeza de que as coisas vão ser exatamente como planejei. O intercâmbio é o melhor lugar para a vida te surpreender, e digo isso não apenas pelas coisas boas que me fizeram sorrir, mas pelas que também me fizeram chorar e mudar o rumo do meu caminho.

Assim que chegamos no novo país as primeiras coisas que queremos é um lugar para chamar de casa e outro para encher a barriga (hahaha) – Sobrevivência! Depois disso, a busca por emprego e a necessidade de manter uma vida social ativa se tornam os objetivos. Mas nem sempre essas etapas são concluídas da forma que gostaríamos. Às vezes precisamos gastar mais dinheiro do que queríamos com acomodação, ou não encontramos exatamente o que gostamos de comer e precisamos reformular nosso cardápio principal, sem contar da demora que pode haver para conseguir um emprego. Enfim, dia-a-dia a gente aprende que a vida não é uma receita de bolo de cenoura a ser seguida, mas que alguns ingredientes não estão lá, e muito menos no “modo de preparo”.

É natural como seres humanos buscarmos o prazer e a satisfação pessoal, é natural criarmos expectativas e sonharmos com o melhor, no entanto corremos o risco de ter a frustração como resposta de tantas expectativas.

A frustração está relacionada com as situações de privação, conflitos, impedimento da satisfação de algo, ou até mesmo, com as experiências traumáticas. A frustração trás à tona sentimentos e sensações como o da impotência, do estresse, do desânimo, da impaciência, da baixa auto-estima, transformando a vida de um intercambista num mar de inseguranças.

O fato de não estarmos no controle do que pode acontecer com os planejamentos que fizemos nos deixa a deriva desses sentimentos e dessas sensações. Quando mudamos de país, nem que seja por pouco tempo, pensamos saber tudo sobre o novo lugar baseado na experiência de outros, mas a verdade é que sob a nossa perspectiva tudo pode ser muito diferente.

E então, qual o melhor caminho a seguir quando isso ocorre? Como (re)equilibrar o estado emocional e psicológico fora de casa, imerso num país diferente, longe do conforto e dos canais de ajuda previamente conhecidos?

Manter uma boa alimentação, fazer atividades que te dê prazer, estar em contato com pessoas e muitas outras coisas são instrumentos que podem nos ajudar (e muito) nesse processo. Porém, é importante que com esses instrumentos haja a combinação da terapia, a possibilidade de falar dessas angústias num espaço só seu, um espaço para conhecer e saber lidar com os sentimentos, sensações e reações que acontecem dentro de nós. Por isso, entre em contato para dar início ao seu processo terapêutico e, aproveitando que você chegou até aqui, compartilhe com a gente quais os instrumentos que também tem te ajudado a (re) equilibrar seu próprio eu.

1 thought on “Frustração”

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